Estamos quase chegando naquela época do ano em que se concentram muitas das grandes despesas do nosso orçamento doméstico. IPVA, IPTU, presentes de Natal e Final de Ano, férias … Bom, como dissemos em algumas outras ocasiões, o melhor a fazer é planejar desde já (na verdade, desde antes …) e começar a fazer uma poupança para estas despesas.

Mas hoje vamos falar de um assunto mais voltado para aquelas pessoas que tem que pagar pela sua própria educação, ou então a educação de seus filhos. Todo ano ficamos na expectativa de sabermos qual será o aumento da mensalidade para o ano seguinte. Chega a ser pior que esperar o valor do dissídio do ano …

Educação é algo que não dá para barganhar e escolher pelo preço. Ela é quase como um investimento, já que uma boa educação vai aumentar muito as suas chances de ter uma melhor remuneração no futuro. Mas isso não significa que você deva aceitar pagar qualquer preço, ou pior, começar a pagar um valor razoável no início do curso e depois ter que aceitar grandes aumentos pelo fato de não valer a pena mudar de escola ou curso.

O aumento da mensalidade escolar é regulamentado pelo governo. Não, não é uma imposição, ‘congelamento’ ou lista de preços fixa. As escolas estão livres para aumentar as suas mensalidades, desde que estas sejam justificadas. Aumento no salário dos professores, melhorias no projeto didático-pedagógico e reformas nas instalações estão entre os fatos que podem embasar o aumento definido pela escola.

Assim, você tem o direito de perguntar e receber de sua escola um esclarecimento sobre o porquê do aumento em sua mensalidade. Não estamos pregando nenhuma atitude radical ou negociação feroz com a sua instituição de ensino. Mas se este diálogo for feito de maneira honesta por ambas as partes, muito provavelmente os próprios alunos começarão a dar até sugestões à escola. E provavelmente não se importarão de pagar um pouco mais para vê-las implementadas.

Faça deste aumento uma oportunidade para se engajar mais no projeto pedagógico de sua escola. E boas aulas!

Fonte: Procon SP – http://www.procon.sp.gov.br/texto.asp?id=700