O planejamento financeiro do seu futuro é algo que deve ser realizado no presente! O tempo pode ser um grande aliado de nossas finanças, quando bem utilizado. Começar a poupar cedo é um dos grandes segredos para garantir um futuro tranquilo.
O outro segredo é escolher sabiamente onde poupar. Uma das alternativas mais comuns para fazer esta poupança são os planos de previdência. E podemos dizer que, para este produto, há muitas opções no mercado, com várias condições de rentabilidade, risco, incidência de impostos e outros fatores.

Para lhe ajudar a escolher e a gerenciar o plano de previdência que seja mais adequado a você, aí vão algumas dicas:

1) Escolha uma instituição sólida

Um dos riscos dos planos de previdência é a “quebra” da instituição financeira. Neste caso você pode perder o patrimônio que tem investido em seu plano de previdência. Assim, fuja das empresas sem tradição ou muito pequenas, mesmo que as condições do plano sejam muito boas (como taxas de administração baixas).

Lembre-se que o que importa aqui é a instituição que efetivamente “guarda” o seu dinheiro. É importante fazer esta distinção, pois existem algumas empresas que somente distribuem ou vendem os produtos de previdência: estas geralmente são instituições menores.

2) Preste muita atenção às taxas de administração …

Um dos grandes vilões da Previdência Privada são as taxas de administração cobradas (taxas de carregamento, taxas de saída ou resgate, etc.). Busque as taxas mais baixas possíveis e não se iluda se a diferença for pequena: uma diferença entre 1,5% e 1,0% pode parecer pequena hoje, mas faz uma diferença enorme quando o efeito é calculado no longo prazo, digamos 30 ou 40 anos.

3) … e ao plano de investimento do Plano de Previdência.

As instituições financeiras possuem uma variedade grande de produtos de Previdência, cada um com um perfil de investimento diferente. Por exemplo, um plano pode investir mais em renda fixa enquanto outro irá investir um bom percentual do patrimônio do Plano em ações ou produtos de renda variável. Ou seja, a eterna busca da melhor combinação de “Risco versus Retorno” também existe nos Planos de Previdência.

Para evitar surpresas, busque sempre uma alternativa que esteja em linha com seus objetivos de longo prazo.

4) Entenda primeiro as diferenças entre PGBL e VGBL.

Não vamos explicar aqui cada uma das opções, mas esta é uma decisão crucial na hora de fechar um Plano de Previdência. Não se preocupe, este não é um tema tão difícil de entender, mas você não pode deixá-lo de lado! Esta decisão tem impactos grandes na maneira que os impostos são calculados sobre o seu patrimônio e, portanto, influencia diretamente a rentabilidade do seu Plano.

Da mesma maneira, procure entender muito bem a diferença entre o regime de tributação com “Tabela progressiva” ou “Tabela regressiva”.

E lembre-se que, uma vez escolhida estas características, você não poderá alterá-los mais.

5) Se você já tem um Plano de Previdência, não o deixe “abandonado”

Um dos maiores erros das pessoas que contratam um Plano de Previdência é “esquecer” dele. Normalmente as aplicações no plano são feitas de modo automático e pouca gente checa efetivamente como está indo a rentabilidade mês a mês. Depois de 20 anos você pode descobrir que o seu plano não era o ideal para você ….

Não faça isso, mantenha sempre o controle e a análise do seu Plano de Previdência. E sempre compare com outras alternativas no mercado, como outros Planos ou até outras alternativas de investimento. Não é recomendável resgatar frequentemente os valores dos Plano de Previdência (há uma espécie de “multa” para isso), porém há sempre a alternativa de fazer uma portabilidade entre planos, dentro de certas condições.